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1 de março de 2015

Coruja Cult #2: Whiplash



O caminho para o sucesso na vida é bastante árduo. Em todos os sentidos. Como já dizia o ditado: o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. Tendo isso em mente, o filme Whiplash, um dos melhores filmes do ano de 2014, indicado a 5 Oscars (incluindo o de melhor filme, vencendo o de melhor mixagem de som) mostra uma curta trajetória na vida do jovem baterista de 19 anos, Andrew Neiman (Miles Teller), Obcecado por jazz, sonha um dia estar entre os melhores bateristas do mundo, assim como seu maior ídolo, Buddy Rich, eleito em 2014 o maior baterista da história.

Sua vida é o jazz. Tido por muitos como o estilo de música mais difícil de ser tocado,  exige muita dedicação, e empenho. Na sua escola de música, o fictício Conservatório Schaffer de Nova Iorque, Andrew se esforça o bastante para conseguir entrar na Studio Band, a big band oficial do Conservatório que faz apresentações pelo país. A partir desse momento, porém, enfrenta uma grande barreira: conseguir se superar de uma maneira extraordinária para poder conseguir se manter onde chegou.

5 de dezembro de 2014

Coruja Cult #1: Tim Maia - Da Tijuca para o mundo

Se há uma palavra que possa descrever Tim Maia, essa palavra é: intenso. A intensidade com que o cantor vivia cada momento de sua vida, quando tentava se sobressair contra quaisquer dificuldades era sempre extrema. Os extremos na vida dele também foram recorrentes: do jovem Tião entregador de marmita da Tijuca ao Rei do Soul brasileiro em 1970 e, depois disso, ao seu declínio causado por si mesmo - pela sua arrogância e seus excessos. Assim, Sebastião Rodrigues Maia é descrito com detalhes, durante 2h20min na sua cinebiografia, baseada no livro Vale Tudo - O som e a Fúria de Tim Maia.

O filme conta desde a sua infância até seu último verso cantado em seu último e fatídico show no Teatro Municipal de Niterói, em 15 de março de 1998. “Vou pedir...”. Em seus primeiros anos, na Tijuca, Tião da Marmita era o caçula dentre 11 filhos, e tentava buscar o seu espaço no mundo. Desde cedo, lidava com situações que moldaram o seu caráter explosivo e tão volátil. Volátil num sentido literal: de mudar de opinião sem o menor pudor e voltar a uma opinião antiga num simples piscar de olhos. Isso é visto claramente durante a exibição daquilo que foi chamado da sua “fase racional”, quando Tim Maia virou um adepto da Cultura Racional. 

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